Doença Pilonidal ou Cisto Pilonidal. O que é?

É uma inflamação que acomete a região interglútea (no famoso cofrinho). Sua origem não é muito bem definida mas a teoria mais aceita é que o atrito, calor e pressão da região fazem com que o pelo do local cresça para baixo da pele passando a ser considerado um corpo estranho gerando inflamação e infecção local.

Principais sintomas:

O paciente pode ter pequenos orifícios na linha média do glúteo e passar vários anos sem sentir nada.

Quando existe a inflamação a região fica inchada, dolorida, vermelha e quente.

O paciente pode apresentar febre e mal estar geral.

Pode haver drenagem de secreção de forma espontânea mas muitas vezes é necessário fazer a drenagem de urgência em ambiente hospitalar.

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Diagnóstico e tratamento na urgência:

Apenas o exame físico minuscioso é capaz de nos revelar o diagnóstico, sem necessidade de exames complementares como ultrassonografia ou ressonância magnética.

O tratamento de urgência é feito pelo cirurgião do pronto socorro.

Ele pode drenar o abscesso do cisto com anestesia local ou precisar fazer sedação e raquianestesia.

Isso depende muito da extensão da infecção.

O paciente pode precisar ficar com um dreno e fazer uso de antibióticos.

Quando a inflamação ainda está na sua fase inical analgésicos, antinflamatórios e compressas de água quente podem ajudar nos sintomas.

Cisto Pilonidal fora da "Crise"

Após essa fase aguda do abscesso o paciente pode se tornar assintomático e recomendamos que faça uma depilação local sendo de preferência de forma definitiva com laser.

Muitas vezes o paciente pode persistir com um orifício aberto na região que fica saindo secreção constantemente e um novo tratamento cirúrgico deve ser indicado tentando erradicar a doença.

O paciente deve procurar um coloproctologista que é o especialista nessa área.

Tratamentos Cirúrgicos:

Existem várias técnicas disponíveis e todas possuem suas vantagens e desvantagens.

Sua escolha deve ser feita em conjunto (médico e paciente) de acordo com as expectativas, tamanho, tempo disponível para cuidados e cicatrização , etc.

Método aberto

TÉCNICA ABERTA (INCISÃO E CURETAGEM): Antigamente essa técnica assustava bastante pois grandes feridas eram  feitas e deixadas para cicatrizar por segunda intenção ( sem dar pontos).

Atualmente damos preferência pela abertura (incisão) apenas da área doente e retirada dos pelos e material gelatinoso da ferida (curetagem).

A ferida é deixada aberta para um cicatrização do fundo para a superfície.

Essa técnica tem menor chance de recidivas ( 5 a 15%) porém a cicatrização é mais demorada e exige cuidados diários com a ferida.

Método fechado

Nesse método a ferida é totalmente fechada com pontos.

Apesar de facilitar um retorno rápida para as atividades as taxas de recidivas são maiores ( 20 a 30%).

Cirurgia de retalho

Essa técnica é muito utilizada para cistos muito grandes e aqueles recidivantes.

Muitas vezes é preciso ajuda de um cirurgião plástico.

Nessa técnica cobrimos a ferida com um retalho de músculo e pele da região ao lado.

A taxa de insucesso é de 5 a 20%.

EPSIT - Técnica minimamente invasiva

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Essa técnica é uma das mais modernas e tem como objetivo tratar a doença sem gerar grandes feridas permitindo que o paciente tenha uma recuperação mais rápida .

Um aparelho fino que possui uma câmera na ponta(fistuloscópio) é introduzido pelo orifício ampliado do cisto e através dele podemos identificar a área doente e realizar sua limpeza e cauterização das suas paredes.

Dessa forma todo processo é feito por uma mini incisão.

Infelizmente ainda não temos dados concretos sobre o riscos de recidiva por essa técnica.

Para mais detalhes agende sua consulta com um especialista.

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Dra. Marcella Sousa
CRM-SP 148489

É coloproctologista e cirurgiã pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Possui título de especialista pela associação médica brasileira e pela sociedade brasileira de coloproctologia. Atua em São Paulo desde 2015 auxiliando pacientes da rede privada e do SUS nas diversas áreas da especialidade. Tem como objetivo em seus atendimentos, além da ciência e atualização, proporcionar um ambiente com muita tranquilidade, confiança e empatia durante as consultas.

Marcella Guilherme Carolino de Sousa - Doctoralia.com.br
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