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Coloproctologista em São Paulo

Quando procurar um coloproctologista?

Quando procurar um coloproctologista?

A coloproctologia é uma especialidade que cuida de todas as doenças do intestino grosso, reto e ânus.

Devemos procurar essa especialidade para prevenção e tratamento de doenças desses órgãos.

Principalmente em casos de:

  • dores abdominais cólica,
  • excesso de gases,
  • dificuldade para evacuar,
  • fezes muito endurecidas,
  • diarreia recorrente,
  • sangramento ou dor para evacuar são sintomas que precisam ser investigados sempre.
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Histórico familiar de câncer de intestino

Se você possui casos na família de câncer de intestino ou outras doenças intestinais é essencial que você procure um especialista para fazer a prevenção de doenças possivelmente hereditárias (que passam de pais para filhos).

 As doenças inflamatórias intestinal, como Crohn e Retocolite Ulcerativa, têm uma chance aumentada de aparecerem em famílias que já possuem um portador.

O mesmo acontece com as hemorroidas, os pólipos e os tumores do intestino.

Muitas pessoas passam longos períodos da vida achando natural evacuar com muito esforço, 1  vez por semana, com dor e sangramento associados, afinal sempre foram muito ressecadas.

As frases que mais escuto são:

  • “Dra eu sempre fui assim, desde pequena!”
  • “Na minha família todo mundo é assim!”

Mas será que precisamos permanecer assim para o resto da vida?

Jamais devemos nos acostumar com aquilo que está incomodando.

Procure ajuda de um proctologista!

Ele conseguirá diagnosticar doenças ou simplesmente te ajudar a organizar seu estilo de vida favorecendo a saúde intestinal.

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Primeira Consulta com o Coloproctologista

Conclusão

Cada vez mais estudos mostram que a saúde intestinal está diretamente associadas com doenças de outras partes do corpo como depressão, obesidade, doenças cardio vasculares, ovário policísticos, etc.

Portanto cuide da sua saúde intestinal para manter um corpo saudável!

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Dra. Marcella Sousa
CRM-SP 148489

É coloproctologista e cirurgiã pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Possui título de especialista pela associação médica brasileira e pela sociedade brasileira de coloproctologia. Atua em São Paulo desde 2015 auxiliando pacientes da rede privada e do SUS nas diversas áreas da especialidade. Tem como objetivo em seus atendimentos, além da ciência e atualização, proporcionar um ambiente com muita tranquilidade, confiança e empatia durante as consultas.

Marcella Guilherme Carolino de Sousa - Doctoralia.com.br
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Coloproctologista na Vila Olímpia – SP

Endereço da clínica:

Av. Dr Cardoso de Melo 1666. conj. 12- 1 andar

Vila Olímpia. CEP: 04548- 000

Telefone: (11) 23728235

Ir para o Google Maps

Horário de Atendimento:

Quarta: Telemedicina das 14:00h às 16:00h

Sexta: 8:00h às 13:00h

Direitos reservados @dramarcellasousa – Desenvolvido por Mkt Digital Integrado

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Doença Inflamatória Intestinal

Vacinação para Covid-19 nos pacientes com doença inflamatória intestinal.

Vacinação para Covid-19 nos pacientes com doença inflamatória intestinal.

A vacina foi liberada! Mas como ficam os pacientes com doença inflamatória intestinal (DII)?

Sabemos que muitos desses pacientes fazem uso de medicações que alteram o sistema imune como imunossupressores e biológicos.

Durante o AIBD 2020, um dos maiores congressos voltados para doenças inflamatórias intestinais, foram discutidos diversos tópicos sobre a vacinação para covid-19 nos pacientes com doença de Crohn ou Retocolite Ulcerativa.

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Segue abaixo as principais atualizações sobre Covid-19 e vacinação nos pacientes em uso de imunossupressores e biológicos:

  • O risco do paciente com DII ter covid-19 ou a forma grave da doença é igual ao da população geral. Pacientes com outras comorbidades, doença inflamatória em atividade, idosos e com doenças pulmonares possuem riscos maiores de doença grave.
  • Só o fato de ter DII não irá priorizar a vacinação.
  • Nenhuma vacina para covid-19 possui vírus vivo, portanto recomendamos a vacina para todos!
  • Grandes estudos já mostram que pacientes que usam qualquer biológico não possuem risco elevado para covid-19 na sua forma grave.
  • Uso de corticoides por diminuir a imunidade e de tiopurinas (azatioprina) por favorecer infecções virais podem aumentar o risco de doenças grave.
  • Pacientes com doença controlada de longa data e que possuem alta exposição ao vírus devemos avaliar a possibildade de retirar a azatioprina do tratamento.
  • Pacientes que estão estáveis da doença recentemente priorizamos manter todas as medicações. O risco do paciente piorar precisando de internação hospitalar e receber altas doses de corticoide, o que favorece a forma grave da doença,  é maior que o risco de manter as medicações.

  • Apesar de ainda termos poucos dados sobre a eficácia da vacina para covid- 19  nos pacientes usuários de tiopurinas e biológicos seguimos os dados que já foram bem estabelecidos para outras vacinas (como a da gripe) .

  • As vacinas tendem a ter menor eficácia nos pacientes em uso combinado das tiopurinas (azatioprina) e de anti- tnf como infliximabe (remicade) e adalimumabe (humira). Porém mesmo com a eficácia reduzida consideramos melhor vacinar do que ficar sem essa proteção.

  • Biológicos como vedolizumabe (entyvio) e ustequinumabe (stelara) não diminuem a eficácia.

  • Os pacientes em uso de biológicos não precisam suspender a medicação ou aguardar a metade do ciclo. Caso esteja no início do tratamento da DII evitar vacinar no mesmo dia da aplicação do biológico pou se houver alguma reação dificilmente conseguiremos definir qual das medicações foi a responsável. O mesmo serve para outras vacinas, não realizar no mesmo dia.

  • As medidas comportamentais como higienização das mãos, uso de máscaras e distanciamento social devem ser mantidas até avaliarmos novos dados após vacinação.

Conclusão

A vacinação em massa oferece a melhor estratégia para enfrentamento da pandemia de COVID-19, e as vacinas contra SARS-CoV2 estão sendo aprovadas em vários países para uso emergencial.

No Brasil, foram aprovadas para uso emergencial as vacinas Oxford/AstraZeneca e Sinovac SARS-CoV-2 no último dia 17/01/2021, no entanto, existem potenciais preocupações em relação às recomendações de vacinas para populações específicas, como pacientes com doença inflamatória intestinal (DII).

Para responder a essas questões, o Grupo Brasileiro de Estudos IBD (GEDIIB) fornece conselhos práticos com recomendações importantes sobre as vacinas para COVID-19 na população com DII.

Aqui, você tem mais detalhes sobre a vacinação para SARS-CoV2 em pacientes com DII

 

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Coloproctologista

Exercícios físicos e a saúde intestinal

Exercício físico pode melhorar a saúde do seu intestino!

Você sabia que o exercício físico pode melhorar também a saúde do seu intestino?

Sabemos diversos benefícios que eles trazem para saúde controlando pressão e o diabetes, evitando problemas no coração, diminuindo a ansiedade, etc.

Além de estimular os movimentos do intestino (peristalse) diminuindo a constipação, o exercício pode interferir na qualidade da flora intestinal.

A microbiota intestinal (flora intestinal) desempenha funções importantes produzindo substâncias com ações imunológicas, anti-inflamatórias e que ajudam no metabolismo.

intestino-melhoras-exercicios

Entre os estudos realizados recentemente foi observado que o exercício físico de leve/ média intesidade pode contribuir para uma microbiota intestinal mais variada e saudável  em comparação com indivíduos sedentários.

Já nos atletas de alta performace seria necessário realizar uma suplementação com dieta e probióticos para conseguir manter o equilíbrio da flora no meio de tanto estresse gerado ao organismo.

Com a microbiota saudável teremos a melhora da saúde em geral e do rendimento do atleta.

Porém mais estudos precisam ser realizados para entendermos melhor esse fenômeno.

Enquanto isso que tal praticarmos exercícios físicos e aproveitarmos os diversos benefícios que eles promovem na nossa saúde??

Ficou animado?

Vai no insta @teamsosaude!

Lá esta repleto de vídeos com pequenos treinos que você pode realizar na sua casa.

Tire suas dúvidas com o professor @claudiobarghetti

Claudio Barghetti Junior
CREF 056612-G/SP

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Coloproctologista

Gravidez em pacientes com doença inflamatória intestinal

Gravidez em pacientes com doença inflamatória intestinal (DII)

Este Post visa orienta-lo quanto a possíveis perguntas que podem surgir durante o acompanhamento de pacientes com DII e também assuntos que devem ser abordados.

Importante lembrar que, por vezes deve-se envolver a família da paciente no momento da orientação principalmente quando a paciente demonstra desejo de engravidar.

Se a paciente já estiver grávida, torna-se importante tirar dúvidas e contatar o obstetra e o pediatra visando dar maior tranquilidade a ela.

De forma didática, vamos fornecer estas orientações de acordo com as perguntas mais frequentemente realizadas pelas pacientes.

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Esta é uma iniciativa do GEDIIB de favorecer o acesso dos Médicos especialistas em DII a uma forma lúdica de informar seus pacientes sobre aspectos decisivos das doenças. Este material foi produzido pelos médicos do GEDIIB com o intuito de fornecer subsídios lúdicos para Médicos especialistas explicarem as Doenças inflamatórias intestinais aos seus pacientes

Será que a mulher pode engravidar tendo DII ?

As mulheres com DII têm as mesmas chances de ter uma gravidez e um parto normal, como quaisquer outras mulheres.

A maior parte dos problemas ocorre quando as pessoas engravidam durante a doença na fase ativa.

Há informações que dão conta que mulheres que tem ileostomizadas, como tratamento da RCU ou da DC, têm a fertilidade um pouco reduzida.

Se esse procedimento não for urgentemente necessário e a mulher desejar ter filhos, aconselha-se conversar com o médico especialista sobre o melhor momento para a cirurgia.

A mulher desejosa de engravidar deve suspender ou trocar alguma medicação?

Importante sempre conversar sobre as medicações com a paciente, principalmente em idade fértil, pois há uma tendência por parte dessas, de não adesão ao tratamento e, geralmente, isto não é comunicado ao médico que acompanha a paciente.

Entretanto medicamentos como o metotrexato e a talidomida, e mais recentemente o tofacitinibe, devem ser suspensos antes ou durante a gravidez, devido a possíveis efeitos tóxicos no desenvolvimento do feto ou do recém-nascido.

Se o marido tem DII e usa medicamentos, a esposa terá dificuldades para engravidar?

Neste caso, temos outro problema.

Se ele usa sulfassalazina, pode haver dificuldade dela engravidar porque este medicamento pode reduzir a contagem de espermatozoides.

Portanto, esta medicação deve ser substituída por mesalazina, com a devida aprovação do médico assistente.

Se o homem estiver em uso de metotrexato, deve suspender o uso da medicação por um período mínimo de três meses antes da concepção, para evitar a má formações do feto.

A gravidez pode piorar a doença inflamatória intestinal?

As mulheres, antes de engravidar, devem certificar-se de que estão fisicamente bem.

Não é uma boa ideia engravidar no período de crise da doença, no início de um novo tratamento, ou se estiver fazendo uso de corticoides, isso porque mais da metade das pacientes pode piorar ou manter atividade da doença durante a gravidez.

Importante não interromper o uso da medicação quando descobrir que estão grávidas, por medo de comprometer o bebê.

A doença pode se agravar durante a gestação, evoluir de forma ruim, aumentando a possibilidade de parto prematuro e aborto espontâneo.

A possibilidade de a criança ter defeitos congênitos não parece estar aumentada em gestantes com DII.

A paciente grávida também deverá manter o uso de medicamentos, segundo recomendação médica, mesmo que isso inclua o uso de esteróides (o médico provavelmente reduzirá a dose da medicação ou alterará o tratamento se necessário) ou fará algumas mudanças no tratamento se houver necessidade.

Em alguns casos, a DII melhora durante a gravidez.

Isso ocorre porque na gravidez, o corpo suprime o sistema imunológico para evitar a rejeição ao feto, mas em geral não interfere com a atividade da doença.

Se a doente estiver em remissão, a maioria das pacientes assim permanece.

O filho desta paciente pode ter DII?

Sabemos que existem vários fatores envolvidos no surgimento das DII, entre estes encontram-se fatores genéticos, ambientais (por exemplo, tabagismo) e imunológicos do próprio paciente.

Portanto, o fato da mãe ter DII não significa que o filho também terá.

A chance da criança nao ter DII, se apenas um dos pais tiver a doença, é de 95% e esta possibilidade ainda é pequena se os pais forem da religião judaica (90%).

Se ambos os pais tiverem DII, a chance da criança não ter DII é de 65%.

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Que medicações podem ser utilizadas na gravidez?

Sempre se deve mostrar a importância da gravidez planejada em função de cada esquema terapêutico.

Na maioria dos casos, a medicação em uso é segura e, como já dito antes, deve ser mantido durante a gravidez.

Se a condição da gestante muda, as dosagens e até a medicação poderão mudar também.

Sempre será avaliada a relação beneficio e risco para a mãe e a criança.

As medicações não devem ser suspensas sem orientação do médico assistente e, o médico obstetra deve estar ciente destas decisões assim como a paciente e seus familiares.

Veja abaixo uma lista das medicações mais comuns que estas pacientes podem estar utilizando:

  • Aminosalicilato: Sulfassalazina e outros compostos 5-ASA, tais como a mesalazina, não aumentam os sintomas e não prejudicam o feto.
  • Corticóides: Corticóides: a Prednisona e outros da mesma classe são seguros durante a gravidez, embora o ideal seria que a paciente ja tivesse suspendido seu uso três meses antes do inicio da gravidez.
  • O fato da mulher engravidar, não contraindica o uso de esteróides, estes podem até ajudar o amadurecimento do pulmão do feto.
  • Imunomoduladores (imunossupressores): a azatioprina e a 6-mercatopurina parecem seguras durante a gravidez, em dosagens padrão. Homens e mulheres devem evitar o metotrexato, devendo seu uso ser suspenso por um período de 3 a 4 meses antes da concepção.
  • Biológicos: a gravidez se desenvolve de forma semelhante à das mulheres que não usam estas medicações. Se a paciente usa um biológico Anti TNF (Infliximabe-IFX, Adalimumabe- ADA), estes parecem não se associarem a maior risco para o feto ou para a gravidez, entretanto, por atravessarem a placenta, dependendo da atividade da doença, de sua gravidade e do desejo materno, pode-se optar por sua suspensão temporária, na 32ª sem gestacional (IFX) ou na 34ª sem (ADA), e ser reiniciadas após o parto (24h pós parto normal e 48h após cesariana), limitando a passagem da medicação ao feto. Esta suspensão permite que as crianças nascidas, possam utilizar vacinações com vírus vivo atenuado nos primeiros seis meses de vida (BCG e rotavirus) com segurança. As vacinas com virus inativados podem ser empregadas normalmente. Estas medicações podem ser reiniciadas após o parto (na semana 40). No caso do certolizumabe, outro medicamento anti-TNF, por não atravessar a barreira placentária, não há necessidade de suspensão, tornando-se uma opção mais segura. Entretanto isso não justifica a mudança de medicação anti-TNF,se a paciente já estiver grávida.
  • Outras classes de biológicos, como Ustequinumabe e vedolizumabe, se em intervalos habituais, devem ser planejadas para uso ate 6-10 sem antes do parto) e retomadas pós parto. O ideal é não haver troca de biológico na gestação.
  • Antibióticos (metronidazol e ciprofloxacina): estes medicamentos devem ser evitados durante a gravidez, principalmente no primeiro trimestre. Se possível suspendê-los 3 a 6 meses antes da concepção.
  • Talidomida: essa droga causa defeitos na formação fetal e até a sua morte, logo não pode ser usada na gravidez.

Caso seja necessária uma cirurgia intestinal durante a gravidez, o que pode acontecer?

A cirurgia é uma possibilidade e poderá ser realizada se houver risco para a paciente e, dependendo das opções cirúrgicas, deverá também ser avaliado o risco para o feto. As indicações são as mesmas das mulheres não gravidas.

Nas pacientes com doença muito grave, o risco para o feto torna-se maior caso a paciente não se submeta à cirurgia.

Porém a melhor atitude é, caso isso seja possível, esperar o final da gestação para só então realizar a cirurgia.

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É possível ter um parto normal ou é necessário realizar cesariana?

O tipo de parto deve ser por indicação obstétrica, mas sempre compartilhada com a paciente e a equipe multidisciplinar (obstetra, gastroenterologista e coloproctologista).

Algumas observações: no parto normal associado a episiotomia, o surgimento de Doença de Crohn perianal é incomum.

O parto normal está contraindicado em pacientes com DC perianal ativa ou com envolvimento retal com atividade, entretanto nas pacientes que já tiveram doença perianal, mas no momento está se encontre inativa, o risco de recaída da DC perianal é baixo. Nas pacientes com RCU operadas, é necessária orientação do médico especialista.

A presença de bolsa ileo-anal ou anastomose ileoretal nas mulheres com DII pode ser indicação relativa para cesariana, mas a decisão deve ser individualizada.

A mulher pode amamentar seu filho normalmente?

A amamentação por mães sem DII, tem sido associada a um efeito protetor no desenvolvimento precoce desta doença na criança.

No caso das mães com DII, a amamentação não está associada a risco aumentado de recaída de doença, podendo ter até um efeito protetor.

Durante a amamentação está contraindicado o uso de Metotrexato, ciclosporina, metronidazol, ciprofloxacina, tofacitinibe.

Todos os outros medicamentos, inclusive os biológicos, não são contraindicados durante amamentação, sendo considerados de baixo risco para a criança.

Evitar uso de “bombinhas” para retirar leite. sociada a risco aumentado de recaída de doença.

Se utilizando corticoide ou azatioprina, o ideal seria um prazo de 4 horas de intervalo após o uso da medicação para amamentar.

Referências

1. C.J. van der Woude, S. Ardizzone, M.B. Bengtson, G. Fiorino, G. Fraser, K. Katsanos, S. Kolacek, P. Juillerat, A.G.M.G.J. Mulders, N. Pedersen, C. Selinger, S. Sebastian, A. Sturm, Z. Zelinkova, F. Magro, for the European Crohn’s and Colitis Organization (ECCO); The Second European Evidenced-Based Consensus on Reproduction and Pregnancy in Inflammatory Bowel Disease, Journal of Crohn’s and Colitis,2015: 9(2) :107–124

2. J P Miller, Inflammatory bowel disease in pregnancy: a review. J R Soc Med. 1986;79(4):221-5.

3. Briggs GG, et al. Drugs in Pregnancy and Lactation. 5th ed. Philadelphia, Pa: Lippincott Williams & Wilkins; 1998.

4. Huang VW, Chang HJ, Kroeker KI, et al. Management of Inflammatory Bowel Disease during Pregnancy and Breastfeeding Varies Widely: A Need for Further Education. Can J Gastroenterol Hepatol. 2016;2016:6193275.

5. Mahadevan U1, Wolf DC, Dubinsky M, Cortot A, Lee SD, Siegel CA, Ullman T, Glover S, Valentine JF, Rubin DT, Miller J, Abreu MT. Clin Gastroenterol Hepatol. 2013 Mar;11(3):286-92;

6. Kanis SL and van der Woude CJ. Mistakes in inflammatory bowel disease and reproduction and how to avoid them. UEG Education 2016:16:20-23

7. Mahadevan, Uma et al. Inflammatory Bowel Disease in Pregnancy Clinical Care Pathway: A Report From the American Gastroenterological Association IBD Parenthood Project Working Group. Gastroenterology, 2019, 156 (5) :1508 – 1524

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Afinal, o que é Glúten?

Afinal, o que é Glúten?

O glúten vem se tornando cada vez mais famoso entre as pessoas e passou a ser responsabilizado por todo mal estar intestinal que possa acontecer.

Mas será que realmente ele é um grande vilão?

Os cereais possuem 4 tipos de proteínas: albuminas, globulinas, prolaminas e glutelinas.

O trigo é o único cereal que apresenta as frações de gliadina (prolamina) e de glutenina (glutelina) em proporções adequadas para formação do glúten.

A gliadina tem como função fornecer consistência e viscosidade à massa e a glutenina fornece a elasticidade.

Outros alimentos que possuem essas proteinas formadoras do glúten são: cevada e centeio.

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As  principais doenças relacionadas ao glúten e/ou trigo são:

1-  Doença Celíaca:

A doença celíaca é uma doença autoimune que ocorre em pessoas predispostas geneticamente.

Na doença celíaca, o sistema imunológico responde ao glúten, mais especificamente à prolamina (gliadina), produzindo anticorpos que danificam o revestimento do intestino delgado caracterizando uma inflamação, modificando a estrutura normal do intestino  e atrapalhando a absorção de nutrientes.

Ocorre após o consumo de produtos com glúten e podem gerar sintomas diversos como distensão e dor abdominal, atraso no crescimento em crianças, diarreia, perda de peso, desnutrição, constipação, anemia por deficiência de ferro, alterações na pele, defeitos no esmalte dentário, deficiência de vitaminas, infertilidade, alterações nos ossos ( osteoporose/ osteopenia) e alterações comportamentais.

O diagnóstico é realizado quando há suspeita clínica ou se existir parentes de primeiro grau com diagnóstico positivo. Ele é confirmado após biópsia do duodeno durante o exame de endoscopia, exame de sangue com marcadores específicos e exame genético. Para fazer o diagnóstico o paciente  deve estar consumindo normalmente os alimentos com glúten antes dos exames.

O tratamento da doença celíaca é feito com a retirada total do glúten da dieta, sendo necessário que o paciente leia atentamente os rótulos dos alimentos para evitar o seu consumo . É importante também retirar os alimentos com traços de glúten descritos nos rótulos.

Os principais alimentos que precisam ser evitados são: trigo, cevada, malte e centeio pois naturalmente  possuem o glúten. 

Já a aveia pode ser “contaminada” em ambientes onde são processados alimentos com glúten e deve ser avaliada antes de ser consumida.

Para substituir os alimentos com glúten, o paciente pode optar por produtos a base de arroz, milho, batata, mandioca, amêndoas, grão de bico, chia, quinoa e soja. Além disso frutas, verduras, legumes e leguminosas como feijões e lentilhas são naturalmente sem glúten.

Em poucas semanas os sintomas podem desaparecer e o intestino ser recuperado, porém é necessário o acompanhamento  médico e nutricional com frequência.

2-  Alergia ao Trigo:

Na alergia alimentar, o sistema imunológico gera uma reação química após o contato com uma substância e se reproduz a cada contato com ela.

Ou seja, existe uma resposta logo após a ingestão do alimento causando efeitos nocivos em vários sistemas do organismo.

Podem surgir manifestações na pele,( como vermelhidão e coceiras), manifestações do trato gastrointestinal (como diarréia e vomito), manifestações do trato respiratório (como rinite e asma) e/ou desenvolvimento de anafilaxia que consiste na reação alérgica grave que pode ser fatal.

Na alergia ao trigo, essa resposta pode ser gerada após o consumo ou mesmo apenas com o contato com o trigo pela respiração ou pela pele.

Os sintomas gerados com a inalação de trigo são conhecido como “Asma do padeiro” que leva a um quadro de asma e rinite alérgica.

Para o diagnóstico observamos primeiramente a relação entre o início dos sintomas e o consumo/contato com algum alimento com trigo. Podemos também solicitar exames de sangue, teste cutâneo e teste de provocação oral.

O tratamento ocorre com a retirada de alimentos com trigo, mas não necessariamente de alimentos com glúten. Essa exclusão pode ser temporária pois o paciente pode se tornar tolerante em algum momento.

3-  Sensibilidade ao Glúten não celíaca (SGNC):

A sensibilidade ao glúten não celíaca é caracterizada pelos sintomas intestinais e extraintestinais que ocorrem após o consumo de alimentos com glúten por pessoas sem o diagnóstico de doença celíaca ou alergia ao trigo, sendo que esses sintomas desaparecem após a retirada dos alimentos com glúten.

No caso da SGNC, não há resposta do sistema imunológico e o intestino continua íntegro, o que não acontece na doença celíaca.

Os sintomas intestinais são semelhantes aos da síndrome do intestino irritável e pode ocorrer diarreia, dor abdominal, inchaço, constipação.

Os sintomas extraintestinais se apresentam como fadiga, dor de cabeça, visão turva, dor muscular e nas articulações, dormência de pés e braços, dermatite e depressão.

Esses sintomas aparecem em poucas horas ou dias após o consumo de alimentos com glúten e desaparecem com a sua retirada, porém não são sintomas específicos da SGNC.

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A suspeita de SGNC só pode ser considerada depois de descartar a doença celíaca e a alergia ao glúten.

Infelizmente não existe um exame específico capaz de detectar se há a SGNC, portanto o diagnóstico é baseado na relação entre o consumo do glúten e os sintomas do paciente.

A confirmação do diagnóstico deve ter dois objetivos sendo eles a avaliação da resposta clínica à dieta sem glúten e avaliar o efeito da reintrodução do glúten na dieta.

O tratamento consiste em uma dieta sem glúten e é necessário realizar o monitoramento da resposta do paciente à dieta, pois alguns pacientes podem tolerar a contaminação de alimentos com glúten enquanto outros não.

Existem outros fatores alimentares que podem induzir sintomas como os carboidratos fermentáveis conhecidos como FODMAP e é necessário avaliação para a implementação de uma dieta baixa em FODMAP com uma dieta sem glúten nesses pacientes.

Ainda não está claro se a dieta sem glúten é por tempo limitado ou se a SGNC é uma condição permanente.

Conclusão:

A dieta sem glúten não é indicada para todas as pessoas, e sim para as que apresentam enfermidades relacionadas à ele, pois uma dieta sem glúten e sem acompanhamento nutricional tende a ser mais calórica, com poucas fibras e pode ocorrer carências nutricionais, além disso pode atrapalhar o diagnóstico correto da doença celíaca.

Referências:

Araújo,WMC et al. Alquimia dos alimentos. Brasília: editora senac, 2016.

Bai, JC et al. Doença celíaca. World Gastroenterology Organisation Global Guidelines, 2016.

Costa, APD et al. Manual de Orientação Nutricional na Alergia Alimentar. Rio de Janeiro: Rubio, 2014.

Catassi, C. Sensibilidade ao glúten. Ann Nutr Metab, v. 67, n. 2, p. 16-26, 2015.

Ferreira, F; Inácio, F. Patologia associada ao trigo: Alergia IgE e não IgE mediada, doença celíaca, hipersensibilidade não celíaca, FODMAP. Revista portuguesa de imunoalergologia, v. 26, n. 3, p. 171-187, 2018.

Ludvigsson, JF. et al. Diagnosis and management of adult coeliac disease: guidelines from the British Society of Gastroenterology. Gut, v. 63, n. 8, p. 1210-1228, 2014.

Ortiz, C; Valenzuela, R; Lucero AY. Celiac disease, non celiac gluten sensitivity and wheat allergy: comparison of 3 different diseases triggered by the same food. Rev Chil Pedriatr. v. 88 n. 3, p.417 – 423, 2017.

Resende, PVG et al. Doenças relacionadas ao glúten. Revista Médica de Minas Gerais, v. 27, n. 3, p. S51-S58, 2017.

Sapone, A. et al. Spectrum of gluten-related disorders: consensus on new
nomenclature and classification. BMC medicine, v. 10, n. 3, 2012.

Schiepatti, A et al. “Pitfalls in the Diagnosis of Coeliac Disease and Gluten-Related Disorders.” Nutrients v. 12 n.6 , p. 1711, 2020.

Mais informações:

Ana Karolina Kyohara Rodrigues
CRN 61244/P
Endereço: Rua Doutor Feirabend Filho, 230 – Parque Residencial Aquarius
Centro Empresarial Aquarius – São José dos Campos
Tel.: (whatsapp): 12 981897255

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Dra. Marcella Sousa
CRM-SP 148489

É coloproctologista e cirurgiã pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Possui título de especialista pela associação médica brasileira e pela sociedade brasileira de coloproctologia. Atua em São Paulo desde 2015 auxiliando pacientes da rede privada e do SUS nas diversas áreas da especialidade. Tem como objetivo em seus atendimentos, além da ciência e atualização, proporcionar um ambiente com muita tranquilidade, confiança e empatia durante as consultas.

Marcella Guilherme Carolino de Sousa - Doctoralia.com.br
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Coloproctologista na Vila Olímpia – SP

Endereço da clínica:

Av. Dr Cardoso de Melo 1666. conj. 12- 1 andar

Vila Olímpia. CEP: 04548- 000

Telefone: (11) 23728235

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Horário de Atendimento:

Quarta: Telemedicina das 14:00h às 16:00h

Sexta: 8:00h às 13:00h

Direitos reservados @dramarcellasousa – Desenvolvido por Mkt Digital Integrado

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Cisto Pilonidal Coloproctologista em São Paulo

O que é doença pilonidal ou cisto pilonidal?

Doença Pilonidal ou Cisto Pilonidal. O que é?

É uma inflamação que acomete a região interglútea (no famoso cofrinho). Sua origem não é muito bem definida mas a teoria mais aceita é que o atrito, calor e pressão da região fazem com que o pelo do local cresça para baixo da pele passando a ser considerado um corpo estranho gerando inflamação e infecção local.

Principais sintomas:

O paciente pode ter pequenos orifícios na linha média do glúteo e passar vários anos sem sentir nada.

Quando existe a inflamação a região fica inchada, dolorida, vermelha e quente.

O paciente pode apresentar febre e mal estar geral.

Pode haver drenagem de secreção de forma espontânea mas muitas vezes é necessário fazer a drenagem de urgência em ambiente hospitalar.

doença-pilonidal-o-que-e

Diagnóstico e tratamento na urgência:

Apenas o exame físico minuscioso é capaz de nos revelar o diagnóstico, sem necessidade de exames complementares como ultrassonografia ou ressonância magnética.

O tratamento de urgência é feito pelo cirurgião do pronto socorro.

Ele pode drenar o abscesso do cisto com anestesia local ou precisar fazer sedação e raquianestesia.

Isso depende muito da extensão da infecção.

O paciente pode precisar ficar com um dreno e fazer uso de antibióticos.

Quando a inflamação ainda está na sua fase inical analgésicos, antinflamatórios e compressas de água quente podem ajudar nos sintomas.

Cisto Pilonidal fora da "Crise"

Após essa fase aguda do abscesso o paciente pode se tornar assintomático e recomendamos que faça uma depilação local sendo de preferência de forma definitiva com laser.

Muitas vezes o paciente pode persistir com um orifício aberto na região que fica saindo secreção constantemente e um novo tratamento cirúrgico deve ser indicado tentando erradicar a doença.

O paciente deve procurar um coloproctologista que é o especialista nessa área.

Tratamentos Cirúrgicos:

Existem várias técnicas disponíveis e todas possuem suas vantagens e desvantagens.

Sua escolha deve ser feita em conjunto (médico e paciente) de acordo com as expectativas, tamanho, tempo disponível para cuidados e cicatrização , etc.

Método aberto

TÉCNICA ABERTA (INCISÃO E CURETAGEM): Antigamente essa técnica assustava bastante pois grandes feridas eram  feitas e deixadas para cicatrizar por segunda intenção ( sem dar pontos).

Atualmente damos preferência pela abertura (incisão) apenas da área doente e retirada dos pelos e material gelatinoso da ferida (curetagem).

A ferida é deixada aberta para um cicatrização do fundo para a superfície.

Essa técnica tem menor chance de recidivas ( 5 a 15%) porém a cicatrização é mais demorada e exige cuidados diários com a ferida.

Método fechado

Nesse método a ferida é totalmente fechada com pontos.

Apesar de facilitar um retorno rápida para as atividades as taxas de recidivas são maiores ( 20 a 30%).

Cirurgia de retalho

Essa técnica é muito utilizada para cistos muito grandes e aqueles recidivantes.

Muitas vezes é preciso ajuda de um cirurgião plástico.

Nessa técnica cobrimos a ferida com um retalho de músculo e pele da região ao lado.

A taxa de insucesso é de 5 a 20%.

EPSIT - Técnica minimamente invasiva

tratamento-epsit-pilonidal

Essa técnica é uma das mais modernas e tem como objetivo tratar a doença sem gerar grandes feridas permitindo que o paciente tenha uma recuperação mais rápida .

Um aparelho fino que possui uma câmera na ponta(fistuloscópio) é introduzido pelo orifício ampliado do cisto e através dele podemos identificar a área doente e realizar sua limpeza e cauterização das suas paredes.

Dessa forma todo processo é feito por uma mini incisão.

Infelizmente ainda não temos dados concretos sobre o riscos de recidiva por essa técnica.

Para mais detalhes agende sua consulta com um especialista.

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Dra. Marcella Sousa
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É coloproctologista e cirurgiã pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Possui título de especialista pela associação médica brasileira e pela sociedade brasileira de coloproctologia. Atua em São Paulo desde 2015 auxiliando pacientes da rede privada e do SUS nas diversas áreas da especialidade. Tem como objetivo em seus atendimentos, além da ciência e atualização, proporcionar um ambiente com muita tranquilidade, confiança e empatia durante as consultas.

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Coloproctologista

Você sabe o que é colostomia?

O que é Colostomia?

Os estomas intestinais consistem  na exteriotização de um pedaço do intestino pela parede abdominal. São realizados quando existe algum problema que não permite que as fezes percorram por todo intestino naturalmente.

As principais indicações são:

  • câncer de intestino, principalmente os mais próximos da região do ânus.
  • doenças inflamatórias intestinais complicadas (retocolite e crohn).
  • cirurgias de urgência como acidentes (traumas) com lesões de alças intestinais ou quando há contaminação da cavidade abdominal devido infecções complicadas que podem acontecer nas apendicites e diverticulites.
  • fistulas (comunicação) do intestino com orgãos como bexiga e vagina.

As colostomias ou ileostomias podem ser temporárias ou definitivas, ter 1 ou duas “bocas”.

colostomia-indicacoes

Os principais cuidados com a colostomia incluem:

  • Observar com frequência a estomia, visando identificar precocemente alterações repentinas no tamanho, coloração, diâmetro, protuberância, descolamento entre a estomia e a pele;
  • Observar alteração na frequência intestinal;
  • Higiene local com água e sabonete neutro;
  • Uso correto do equipamento coletor (bolsinha), a fim de se evitar complicações na pele ao redor e com isso, dificultar a aderência do equipamento;
  • Esvaziar o equipamento coletor sempre que atingir ⅓ (cerca de 3 dedos) da sua capacidade;
  • Uso de adjuvantes para minimizar os odores dos gases;
  • Realizar a troca do equipamento coletor até no máximo 06 dias, ou imediatamente na iminência de vazamento;
  • Ao sair de casa levar sempre o kit emergência (placa pré cortada e bolsa), material para limpeza, além de adjuvantes se fizer uso;
  • Importante procurar por um estomaterapeuta ou médico sempre que identificar alterações na estomia (tamanho, coloração, protuberância, descolamento entre a estomia e pele) e/ou pele ao redor (vermelhidão, coceira, bolhas, feridas, dor). Além de alteração importante na frequência intestinal;

A troca do equipamento coletor deve ser programada.

Reserve um período do dia para realizar a troca.

Dê preferência, ao momento de menor funcionamento intestinal.

Para troca, é importante separar os materiais necessários, como:

  • Medidor do estoma.
  • Tesoura com ponta arredondada.
  • Água e sabão.
  • Gaze ou pano macio
  • Placa adesiva.
  • Bolsa coletora.
  • Pinça para fechar a bolsa.

Passo a passo para troca do equipamento coletor:

  • Retire delicadamente a placa no banho ou com a ajuda de um pano umedecido;
  • Limpe e seque bem a pele ao redor do estoma;
  • Utilize o medidor de estomas para saber o tamanho exato do seu estoma;
  • Desenhe o molde do estoma no verso da placa;
  • Recorte a placa;
  • O recorte da base adesiva (placa) não deve ser maior do que 2 a 3mm, nem justo ao estoma;
  • Lembre-se de retirar o papel do verso da placa;
  • Coloque a placa sobre a pele realizando movimentos circulares no interior da placa para facilitar a fixação;
  • Coloque a parte inferior do aro da bolsa em contato com a parte inferior da placa;
  • Dobre a abertura da bolsa ao redor da pinça de fechamento e feche-a;

Onde obter os equipamentos coletores e adjuvantes?

  • Postos de Saúde e Hospitais das Prefeituras.
  • Polos de distribuição: São centros de atenção às pessoas com estomia. É formado por uma equipe multidisciplinar. Neste centro, além das orientações voltadas ao cuidado emocional e físico, há distribuição do equipamentos coletores e adjuvantes. Para isso, é necessário cadastro.
  • Lojas de produtos médicos

Direitos da pessoa com estomia:

Portaria nº 400, SAS/MS de 16/11/2009; visa à prestação de assistência especializada, de natureza interdisciplinar, às pessoas com estoma, cuidadores e/ou familiares, objetivando sua reabilitação, com ênfase na orientação para o autocuidado, realização das atividades de vida diária e prevenção de complicações nas estomias. Além disso, garante o acesso aos equipamentos coletores e adjuvantes de proteção e segurança.

Lei nº 12.738/12, de 30/11/2012; torna obrigatório o fornecimento de bolsas de colostomia, ileostomia e urostomia, de coletor de urina e de sonda vesical pelos planos privados de assistência à saúde.

– ANS – Resolução Normativa RN Nº 338, de 21 de outubro de 2013
– ANS – Agencia Nacional de Saúde – telefone: 0800 701 9656
– OUVIDORIA SUS: TELEFONE 136

Todo apoio psicológico e técnico deve ser ofertado por uma equipe multidisciplinar.

Quando inevitável, devemos ajudar o paciente a conviver com a colostomia da melhor forma possível!

A @abraso_assoc é a Associação Brasileira de Ostomizados e tem grupos em todas as regiões do país.

Para saber mais, confira o Instagram da @enfliliannogueira especialista em estomas.

Separamos dois vídeos da Lorena Eltz que tem um Canal no Youtube.

Um canal que acredita na diversidade e representatividade de pessoas que se sentem invisibilizadas.

Mais informações:

Enf. Lilian Nogueira
COREN-SP 337.986
Estomaterapeuta
Av Angélica, 2491 – 9°andar , Higienópolis
Tel: (11) 98083.3439

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Câncer de intestino

Setembro Verde – Campanha de prevenção ao câncer de intestino

Setembro Verde - Campanha de prevenção ao câncer de intestino

Campanha de prevenção e combate ao câncer de intestino também chamado de câncer colorretal. Tem como objetivo oferecer informações gerais sobre a doença e suas formas de prevenção, orientando a população para a necessidade de realizar exames preventivos.

A Campanha Setembro Verde foi criada pela Sociedade Brasileira de Coloproctologia e é realizada anualmente.

setembro-verde-campanha-de-prevencao-cancer-de-intestino

O câncer de intestino tem cura?

Ele será sempre tratável e, na maioria dos casos, curável. Isso ocorre principalmente quando detectado precocemente, ou seja, quando ainda não se espalhou para outros órgãos.

Grande parte desses tumores se inicia a partir de pólipos, lesões benignas que podem crescer na parede interna do intestino grosso.

Como previnir

No Brasil, seguindo orientações da Organização Mundial da Saúde indicamos o
rastreamento por meio da colonoscopia a partir dos 50 anos como forma de
prevenção do câncer colorretal.

Através desse exame identificamos os pólipos que são lesões benignas que podem crescer na parede interna do intestino grosso e evoluírem para o câncer.

Uma maneira de prevenir o aparecimento dos tumores seria a detecção e a remoção
desses pólipos antes de se tornarem malignos.

Outras formas de prevenção são:

  • Incluir muitas fibras na alimentação (de 25g a 30g por dia).

Os alimentos ricos em fibras são: frutas frescas, vegetais e cereais integrais (aveia, farelo de trigo, grãos, etc.). É indicado comer cerca de duas xícaras e meia de frutas e verduras todos os dias.

  • Reduzir a quantidade de gordura, principalmente as de origem animal (carne vermelha e queijos).
  • Evitar o álcool, combater a obesidade e não fumar.

O que é Pólipo?

Pólipo é uma lesão nodular na parede interna do intestino.

Encontrada com frequência em pessoas após os 50 anos de idade, e pode vir a se tornar um câncer em um processo que leva de 5 a 15 anos.

A colonoscopia pode detectar e remover a maior parte dos pólipos do intestino grosso, impedindo a evolução para o câncer.

o-que-sao-polipos

Sinais e Sintomas

Os sintomas mais comuns associados ao câncer de intestino são:

  • Sangue nas fezes;
  • Mudanças recentes nos hábitos intestinais;
  • Sensação de evacuação incompleta;
  • Cansaço ou fadiga inexplicável;
  • Dores abdominais;
  • Perda inesperada e repentina de peso.

Atenção, pois o câncer colorretal pode se desenvolver silenciosamente por um tempo, sem apresentar nenhum sintoma.

Tratamento

O câncer de intestino é uma doença tratável e frequentemente curável.

A cirurgia é o tratamento inicial, retirando a parte do intestino afetada e os gânglios linfáticos (pequenas estruturas que fazem parte do sistema de defesa do corpo) dentro do
abdomen.

Outras etapas do tratamento incluem a radioterapia (uso de radiação), associada ou não à quimioterapia (uso de medicamentos), para diminuir a possibilidade de recidiva (retorno) do tumor.

O tratamento depende principalmente do tamanho, localização e extensão do tumor.

Quando a doença está espalhada, com metástases para o fígado, pulmão ou outros órgãos, as chances de cura ficam reduzidas.

Após o tratamento, é importante realizar o acompanhamento médico para monitoramento de recidivas ou novos tumores.

prevencao-e-tratamento-cancer-intestino

Estatística para o Câncer de Intestino

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que para cada ano do triênio 2020/2022, sejam diagnosticados no Brasil 40.990 novos casos de câncer colorretal (20.520 em homens e 20.470 em mulheres).

Esses valores correspondem a um risco estimado de 19,63 casos novos a cada 100 mil homens e 19,63 para cada 100 mil mulheres.

É o segundo tipo mais frequente em homens e mulheres.

De uma modo geral, o risco de desenvolver câncer colorretal ao longo da vida é um pouco menor nas mulheres do que nos homens; cerca de 1 em 23 (4,4%) para homens e 1 em 25 (4,1%) para mulheres.

Taxa de mortalidade por câncer colorretal vem caindo.

Existe uma série de possíveis razões para isso.

Uma delas é que os pólipos são diagnosticados durante o rastreamento e retirados antes que possam se transformar em uma doença neoplásica.

O rastreamento também possibilita que a doença seja diagnosticada precocemente, quando é mais fácil de ser tratada e curada.

Além disso, o tratamento do câncer colorretal evoluiu bastante nos últimos anos.

Incidência estimada conforme a localização primária do tumor e sexo.

– Em homens, Brasil, 2020

Localização Primária

Casos Novos

%

Próstata

65.840

29,2

Cólon e Reto

20.540

9,1

Traqueia, Brônquio e Pulmão

17.760

7,9

Estômago

13.360

5,9

Cavidade Oral

11.200

5,0

Esôfago

8.690

3,9

Bexiga

7.590

3,4

Laringe

6.470

2,9

Leucemias

5.920

2,6

Sistema Nervoso Central

5.870

2,6

Todas as Neoplasias, exceto pele não melanoma

225.980

100,0

Todas as Neoplasias

309.750

 

– Em mulheres, Brasil, 2020

Localização Primária

Casos Novos

%

Mama feminina

66.280

29,7

Cólon e Reto

20.470

9,2

Colo do útero

16.710

7,5

Traqueia, Brônquio e Pulmão

12.440

5,6

Glândula Tireoide

11.950

5,4

Estômago

7.870

3,5

Ovário

6.650

3,0

Corpo do útero

6.540

2,9

Linfoma não-Hodgkin

5.450

2,4

Sistema Nervoso Central

5.230

2,3

Todas as Neoplasias, exceto pele não melanoma

223.110

100,0

Todas as Neoplasias

316.280

 

Conclusão

É importante lembrar que a colonoscopia deve ser feita mais cedo nas pessoas com histórico familiar de câncer de cólon e reto ou quando existem sintomas como mudança de hábito intestinal súbita, dores abdominais, perda de peso, anemia e sangramento.

No Brasil, a colonoscopia é indicada como exame preventivo aos 50 anos para indivíduos sem histórico na familia de câncer ou pólipos do intestino.

No entanto, o guideline americano já tem recomendado o início do rastreio aos 45 anos.

Visite um coloproctologista! Faça seus exames preventivos!

 

Fonte:

  • MS / INCA / Estimativa de Câncer no Brasil, 2020
  • MS / INCA / Coordenação de Prevenção e Vigilância / Divisão de Vigilância e Análise de Situação
  • Cartilha Setembro Verde
  • Oncoguia.org

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FODMAPs

Dieta Low FODMAPs

Dieta Low FODMAPs

Os FODMAPs são tipos de carboidratos que, para muitas pessoas, podem ser difíceis de serem digeridos corretamente.

São carboidratos fermentáveis, presentes em vários alimentos comuns do dia a dia, e que podem estar envolvidos em diversos problemas gastrointestinais, como por exemplo Síndrome do intestino irritável (SII).

fodmaps-bom-para-o-intestino

FODMAP é uma sigla em inglês que significa “oligossacarídeos, dissacarídeos, monossacarídeos e polióis fermentáveis”.

Sendo que oligossacarídeos, dissacarídeos, monossacarídeos e polióis são tipos de carboidratos e esses carboidratos são encontrados em muitas variedades de frutas, legumes e grãos. 

Porque não conseguimos digerir os FODMAPs corretamente?

O problema com os FODMAPs é que, ao contrário de outros carboidratos, eles não são completamente digeridos no intestino delgado.

Para que ocorra um metabolismo e absorção completa, alguns carboidratos precisam da enzima amilase para serem absorvidos, mas alguns desses carboidratos não utilizam essa enzima fazendo com que a digestão não seja feita de forma correta e por isso uma dieta LOW FODMAPs pode ser uma boa opção.

Um estudo aponta que uma dieta com restrição de FODMAPs mostrou uma taxa de sucesso de 75% no tratamento de pacientes com SII, os resultados vêm com consistência e rápidos, ou seja, se você está sofrendo com gases, distensão, refluxo, ou outros problemas gastrointestinais, remover os FODMAPs da sua alimentação pode ser uma medida poderosa para trazer alívio quase que imediato.

Conhecendo os alimentos:

Os alimentos naturais (encontrados na natureza) mais comuns que são ricos em FODMAPs incluem:

Alto teor de FODMAPs

  • Vegetais: cebola, alho, aspargo, alcachofra, ervilha, beterraba, couve, aipo, milho, couve-flor
  • Frutas: maçã, pera, manga, melancia, pêssego, ameixa, abacate
  • Leite e derivados: leite de vaca, iogurte, queijo fresco, ricota, creme de leite, sorvete
  • Proteínas:feijão, grão-de-bico, soja
  • Pães e cereais: trigo ou centeio e massas
  • Industrializados:com xarope de milho, glicose, sacarose e adoçantes como xilitol, manitol e sorbitol
  • Oleaginosas: castanha-de-caju, pistache
fodmaps-alimentos

Baixo teor de FODMAPs

  • Vegetais: alface, abobrinha, berinjela, espinafre, cenoura, pepino, ervas aromáticas
  • Frutas: tomate, banana, laranja, tangerina, uva, melão, kiwi, morango, framboesa, maracujá, abacaxi
  • Leite e derivados: leite de vaca, iogurte e queijo, todos sem lactose, queijos duros e leite de amêndoas
  • Proteínas:carne, peixe, frango, tofu
  • Pães e cereais: massas sem glúten, aveia, arroz, quinoa
  • Industrializados: biscoito sem glúten, bolacha de arroz
  • Oleaginosas:amêndoas e sementes de abóbora

Uma ideia para o dia a dia

Café da manhã

200ml de leite sem lactose + 1 tapioca com ovo mexido

Lanche da manhã

2 fatias de melão com 7 castanhas de caju

Almoço

Cozido de peixe com legumes como cenoura, alho poro, batata e couve

Lanche da tarde

Suco de abacaxi natural com banana e aveia

Jantar

Macarrão de arroz com molho de tomate natural, carne moída refogada (pode ser a proteína de soja tambem) com salada de pepino e alface

Conclusão

Buscar por um profissional da saúde quando sentir algum dos sintomas acima é de suma importância, pois cada vez mais podemos investigar as causas desses sintomas e trata-las de forma correta para cada caso especificamente.

A indicação de uso acima não substitui um acompanhamento medico ou nutricional.

Referências bibliográficas
Fodor I, Man SC, Dumitrascu DL. Low fermentable oligosaccharides, disaccharides, monosaccharides, and polyols diet in children. World J Clin Cases, 2019.

Brandt LJ, Chey WD, Foxx-Orenstein AE, Schiller LR, Schoenfeld PS, Spiegel BM, Talley NJ, Quigley EM. An evidence- based position statement on the management of irritable bowel syndrome. Am J Gastroenterol 2009

Gibson PR. History of the low FODMAP diet. J Gastroenterol Hepatol 2017

Gibson PR, Shepherd SJ. Personal view: food for thought–western lifestyle and susceptibility to Crohn’s disease. The FODMAP hypothesis. Aliment Pharmacol Ther 2005.

Contato para mais informações:
Mayara G Souza, CRN 43881
Atendimento HoloWellness / Nutricionista Energética / Coach em Mindfulness e Mindfuleating
@mayarasouzaofficial – 11 957961074

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Síndrome do intestino irritável

Síndrome do intestino irritável

Síndrome do intestino irritável (SII)

A síndrome do intestino irritável (SII) afeta entre 10% a 15% da população geral sendo as mulheres mais acometidas na maioria dos estudos.

É considerada um distúrbio funcional onde não existem anormalidades estruturais no intestino que possam ser descobertas através de exames endoscópicos, laboratoriais ou de imagens.

A SII é caracterizada pelos critérios de Roma IV que consistem em: dor abdominal acompanhada da mudança da frequência das fezes e/ou da mudança no formato das fezes.

Esses sintomas devem estar presentes por um período de 6 meses, sendo no mínimo 1 vez por semana nos últimos 3 meses.

Ela pode ser classificada de acordo com a predominância do hábito intestinal nas formas: diarreicas, constipantes, mistas ou sem subtipo.

sindrome-do-intestino-irritavel-SII

Origem da Síndrome

Sua origem não é completamente esclarecida mas acredita-se que haja uma desordem do eixo cérebro- intestino que pode ser desencadeada por: predisposição genética, fatores ambientais, resposta anormal ao stress, doenças psicossomáticas e infecções intestinais prévias/ disbiose.

Esses fenômenos geram ativação da cascata inflamatória intestinal, exacerbando os sintomas através de uma hipersensibilidade visceral.

Sintomas da Síndrome do intestino irritável

A presença dos sintomas característicos é suficiente para fecharmos o diagnóstico da síndrome.

Porém, em alguns casos específicos devemos fazer exames complementares para descartar outras doenças que se apresentam com sintomas semelhantes.

O diagnóstico diferencial deve ser feito nas seguintes situações:

  • pacientes com idade > ou = a 50 anos sem rastreio prévio de câncer colorretal;
  • mudança recente do hábito intestinal (menos de 6 meses);
  • presença de sangramento intestinal;
  • dor noturna ou durante a evacuação;
  • perda de peso não intencional;
  • histórico familiar de câncer colorretal ou de doença inflamatória intestinal (retocolite ou crohn);
  • presença de massa abdominal palpável ou linfonodos aumentados;
  • presença de anemia ou deficiência de ferro;
  • exame de sangue oculto nas fezes positivo;

Tratamento da Síndrome do intestino irritável

O tratamento inicial sempre será com as mudanças dietéticas, consumo de fibras e medicações que aliviam os sintomas como os antiespasmódicos, antidepressivos, probióticos, laxativos, etc.

Ele deve ser sempre individualizado de acordo com as queixas do paciente.

Um acompanhamento nutricional e psicológico é de extrema importância para o sucesso do tratamento.

Atividades físicas, meditação, acupuntura, hipnose também têm mostrado benefícios.

Somatizações e Doenças Psicossomáticas

Você sabia que nosso emocional pode gerar ou exacerbar sintomas de algumas doenças?

A etimologia da palavra psicossomática vem do grego, psykhé= psico-mente + soma = alma-corpo.

Considera-se a psicossomática como um campo do conhecimento que se preocupa com a interface entre o Biológico e o Humano.

Uma abordagem que compreende o ser humano através de uma perspectiva bio-psico-social.

Os fatores emocionais influenciam todos os processos do corpo, através das vias nervosas humorais.

Os fenômenos somáticos e psicológicos ocorrem no mesmo organismo e são apenas dois aspectos do mesmo processo.

Ou seja, não é possível desconsiderar as implicações emocionais e psíquicas das patologias.

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Trago como exemplo a síndrome do intestino irritável, condição multifatorial, proporcionando algumas reflexões: o que está difícil de absorver?

Existe algum desconforto difícil de manter em si que deseja eliminar a todo custo?

Há alguma dificuldade em deixar ir?

Note que essas perguntas podem ser feitas em relação à pessoas, situações e sentimentos. ‌

O local afetado e a intensidade, é muito singular para cada indivíduo.

Não podemos generalizar e dizer “ombro é isso, cabeça é aquilo” sem antes avaliar a história pessoal de cada um.

Tratamos indivíduos, então a pergunta não é “o que significa gastrite?”, pois nenhuma doença é um ser independente.

Qualquer condição só pode ser manifestada se tiver um ser humano para hospedá-la.

Quantas vezes as patologias são as protagonistas de nossas vidas e vem antes de nós próprios?‌

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Apesar dos sintomas comuns dentre as classificações de cada desequilíbrio ou doença, gosto de lembrar que aquela mensagem que está sendo trazida via dor ou inflamação, só você pode traduzir e compreender o recado que o seu corpo está tentando te trazer.‌

O apoio psicológico é fundamental para compreender as causas que levaram à determinada condição, como também para lidar com as consequências do processo de tratamento, que muitas vezes envolvem mudança de rotina, de hábitos e até das relações com as pessoas mais próximas.

Identificou alguma questão que precisa ser olhada e compreendida?

Fico à disposição para auxiliar nesta busca de conhecer melhor a interação do seu corpo com a sua mente e emoções.

A psicóloga Larissa Ferraz Naturóloga está a disposição para te ajudar!

Larissa Ferraz
Psicóloga e Naturóloga
CRP: 06 154898

Dieta Low FODMAPs

Os FODMAPs são tipos de carboidratos que, para muitas pessoas, podem ser difíceis de serem digeridos corretamente.

São carboidratos fermentáveis, presentes em vários alimentos comuns do dia a dia, e que podem estar envolvidos em diversos problemas gastrointestinais, como por exemplo Síndrome do intestino irritável (SII).

Pode vir também por fatores como: angústia, ansiedade, depressão, raiva e impulsividade e em crianças, influenciam essa hipersensibilidade, mas alguns pacientes atribuem os sintomas a determinados alimentos).

FODMAP é uma sigla em inglês que significa “oligossacarídeos, dissacarídeos, monossacarídeos e polióis fermentáveis”.

Sendo que oligossacarídeos, dissacarídeos, monossacarídeos e polióis são tipos de carboidratos e esses carboidratos são encontrados em muitas variedades de frutas, legumes e grãos. 

Quer obter mais informações?

Mayara G Souza, CRN 43881

Atendimento HoloWellness / Nutricionista Energética / Coach em Mindfulness e Mindfuleating

Ou acesse a matéria completa sobre FODMAPs

Conclusão

 

A causa da síndrome do intestino irritável não é bem compreendida.

O diagnóstico costuma ser feito com base nos sintomas.

Os sintomas incluem dor abdominal, inchaço, diarreia e constipação.

Algumas pessoas podem administrar os sintomas com o controle de dieta, estilo de vida e estresse.

Outras precisam de medicação e terapia.

É sempre importante um acompanhamento multidisciplinar para melhores respostas no seu tratamento!

 

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Dra. Marcella Sousa
CRM-SP 148489

É coloproctologista e cirurgiã pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Possui título de especialista pela associação médica brasileira e pela sociedade brasileira de coloproctologia. Atua em São Paulo desde 2015 auxiliando pacientes da rede privada e do SUS nas diversas áreas da especialidade. Tem como objetivo em seus atendimentos, além da ciência e atualização, proporcionar um ambiente com muita tranquilidade, confiança e empatia durante as consultas.

Marcella Guilherme Carolino de Sousa - Doctoralia.com.br
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