Plicoma anal, o que é e como tratar?

O plicoma anal é um excesso de pele na região anal que ocorre principalmente após uma crise de hemorroida ou de uma fissura anal.

Frequentemente os pacientes chegam ao consultório queixando-se de hemorroidas e são surpreendidos com o diagnóstico de plicoma.

Diferenciar essas alterações na região anal só será possível após o exame proctológico.

O tamanho do plicoma pode variar muito, geralmente não dói e nem sangra e ele pode ser único ou aparecerem vários ao longo do tempo.

plicoma-anal

Principal queixa com plicoma anal

A principal queixa das pessoas com plicoma anal está associada a dificuldade de higienização local e vergonha da estética anal.

A frase que mais ouvimos é: “Dra. eu limpo, limpo, limpo e quando percebo ainda está sujo”.

O excesso de pele permite um acúmulo de fezes nas suas bordas fazendo com que os pacientes tenham a sensação de ardência e coceira ao longo do dia.

Como tratar plicomas

Quando necessário, os plicomas obrigatoriamente precisam ser tratados com cirurgia.

Não existe nenhuma pomada ou medicação que consiga fazer com que aquilo desapareça.

O procedimento deve ser realizado preferencialmente no centro cirúrgico com remédio para dormir (sedação) e anestesia local ou raquidiana (aquela na coluna).

A região anal é uma área muito sensível e dessa forma existe um conforto maior para o paciente.

Cirurgia plicoma anal

A cirurgia é considerada de baixo risco, dura em média 30 minutos e o paciente muitas vezes consegue receber alta no mesmo dia.

É importante lembrar que não é obrigatória a retirada do plicoma anal pois ele não progride para outras doenças como câncer.

A decisão da cirurgia será feita de acordo com as queixas e as expectativas do paciente.

Algumas complicações precisam ser expostas durante a consulta.

O inchaço local e a possibilidade de uma cicatriz elevada após a recuperação podem não agradar o paciente.

Talvez plicomas muito pequenos precisem ser bem avaliados para não gerar frustrações depois de um pós operatório que muitas vezes é desconfortável e doloroso.

A Cirurgia de plicoma anal dói?

Nem todo plicoma precisa ser operado mas é muito indicado para plicomas muitos volumosos que atrapalham a qualidade de vida do paciente principalmente por dificuldade de higiênização e por questões estéticas.

Mas vamos ao que interessa. A cirurgia do plicoma dói?

Essa cirurgia é feita através de um corte e cauterização da região para evitar sangramento.

Portanto, no pós operatório o paciente sentirá dor e ardência principalmente no momento da evacuação.

Pequenos sangramentos também podem ocorrer.

Mas não se assustem pois esses sintomas pós operatórios serão bem controlados com remédios fortes para dor pomadas anestésicas e laxativos.

A retirada do plicoma pode ser feita em ambiente hospitalar com sedação ou no próprio consultório com anestesia local.

Também pode ser realizada com bisturi elétrico tradicional ou com o laser que alguns trabalhos tem mostrado uma recuperação um pouco mais curta e menos dolorosa.

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Quanto custa a cirurgia de plicoma anal?

O preço da cirurgia vai variar de acordo com o tamanho do procedimento.

O valor cobrado pelo médico geralmente inclui o honorário dele, de um auxiliar e de um instrumentador.

Muitas equipes também possuem anestesistas próprios incluídos no pacote.

Esse valor da equipe médica irá se somar ao valor do hospital dando o valor total do procedimento.

O hospital onde a cirurgia é realizada será definido entre o médico e o paciente.

Como é feita a retirada do plicoma

A retirada do plicoma pode ser feita com um bisturi elétrico que corta e queima a região ao mesmo tempo controlando sangramentos ou com um aparelho de laser que tem como vantagens um corte mais preciso e uma recuperação mais rápida, apesar do preço mais elevado.

Técnicas como ligaduras elásticas, ácidos, crioterapia não são possíveis para os plicomas.

O pós operatório é doloroso, mas o nível de dor é muito relativo para cada paciente.

Sempre deixamos no pós operatório remédios e orientações para alívio da dor, bom funcionamento intestinal e melhor cicatrização.

Essa fase pode ser um pouco difícil, mas vai passar após 1-2 semanas.

A cicatrização completa pode demorar um pouco mais uma vez que a ferida abre e fecha após cada evacuação.

E se eu não quiser operar?

Não existe problema nenhum se você optar por não operar.

Recomendamos apenas que você passe a higienizar a região com água e sabão.

O uso do papel higiênico além de não conseguir retirar toda sujeira pode acabar ferindo a região.

Mas lembre-se que antes de qualquer escolha de tratamento o diagnóstico correto precisa ser feito por um coloproctologista durante uma consulta.

Precisamos descartar algumas doenças como verrugas, furúnculos e até mesmo câncer na região.

Estética anal

Apesar de parecer algo exagerado, muitas pessoas acabam se privando de uma vida sexual por terem vergonha da alteração estética que o plicoma pode gerar.

Converse isso com seu coloproctologista.

Ele conseguirá ajudar a melhorar sua qualidade de vida.

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Vou poder ir ao banheiro normalmente após a cirurgia?

Sim, apesar de desconfortável enquanto a ferida estiver em cicatrização.

É importante que as fezes estejam bem macias para não machucar.

Aumentar o consumo de fibras (frutas, verduras e cereais) e água (35 ml por kg do seu peso) é extremamente importante.

Diminuir o consumo de carne vermelha e carboidratos, principalmente alimentos com farinha de trigo, também favorece o bom funcionamento intestinal.

Devo fazer banho de assento no pós operatório?

O banho de assento consiste em sentar em uma bacia com água morna por 10- 15 minutos.

Esse processo gera relaxamento da musculatura anal e estimula circulação do sangue na região.

Isso faz com que haja um melhor alívio da dor e uma melhor cicatrização.

Lembrar que apenas água morna é o suficiente.

Acrescentar outros produtos na água podem gerar irritações locais piorando os sintomas.

Conclusão

O plicoma é um excesso de pele na região anal.

Não existe a obrigatoriedade de retira-lo porém se for uma vontade do paciente o tratamento obrigatoriamente é cirurgico.

Nenhuma outra receita milagrosa irá resolver.

Só não esqueçam que a consulta com o proctologista deve ser feita para confirmar o diagnóstico excluindo doenças mais graves como o câncer.

Sou a Dra. Marcella Sousa – Coloproctologista e atendo em São Paulo, na região da Vila Olímpia.

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Dra. Marcella Sousa CRM-SP 148489

É coloproctologista e cirurgiã pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Possui título de especialista pela associação médica brasileira e pela sociedade brasileira de coloproctologia. Atua em São Paulo desde 2015 auxiliando pacientes da rede privada e do SUS nas diversas áreas da especialidade. Tem como objetivo em seus atendimentos, além da ciência e atualização, proporcionar um ambiente com muita tranquilidade, confiança e empatia durante as consultas.

Marcella Guilherme Carolino de Sousa - Doctoralia.com.br
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