
O plicoma anal é um excesso de pele na região anal que ocorre principalmente após uma crise de hemorroida ou de uma fissura anal.
Frequentemente os pacientes chegam ao consultório queixando-se de hemorroidas e são surpreendidos com o diagnóstico de plicoma.
Diferenciar essas alterações na região anal só será possível após o exame proctológico.
O tamanho do plicoma pode variar muito, geralmente não dói e nem sangra e ele pode ser único ou aparecerem vários ao longo do tempo.
A principal queixa das pessoas com plicoma anal está associada a dificuldade de higienização local e vergonha da estética anal.
A frase que mais ouvimos é: “Dra. eu limpo, limpo, limpo e quando percebo ainda está sujo”.
O excesso de pele permite um acúmulo de fezes nas suas bordas fazendo com que os pacientes tenham a sensação de ardência e coceira ao longo do dia.
Quando necessário, os plicomas obrigatoriamente precisam ser tratados com cirurgia.
Não existe nenhuma pomada ou medicação que consiga fazer com que aquilo desapareça.
O procedimento deve ser realizado preferencialmente no centro cirúrgico com remédio para dormir (sedação) e anestesia local ou raquidiana (aquela na coluna).
A região anal é uma área muito sensível e dessa forma existe um conforto maior para o paciente.
A cirurgia é considerada de baixo risco, dura em média 30 minutos e o paciente muitas vezes consegue receber alta no mesmo dia.
É importante lembrar que não é obrigatória a retirada do plicoma anal pois ele não progride para outras doenças como câncer.
A decisão da cirurgia será feita de acordo com as queixas e as expectativas do paciente.
Algumas complicações precisam ser expostas durante a consulta.
O inchaço local e a possibilidade de uma cicatriz elevada após a recuperação podem não agradar o paciente.
Talvez plicomas muito pequenos precisem ser bem avaliados para não gerar frustrações depois de um pós operatório que muitas vezes é desconfortável e doloroso.
Nem todo plicoma precisa ser operado mas é muito indicado para plicomas muitos volumosos que atrapalham a qualidade de vida do paciente principalmente por dificuldade de higiênização e por questões estéticas.
Mas vamos ao que interessa. A cirurgia do plicoma dói?
Essa cirurgia é feita através de um corte e cauterização da região para evitar sangramento.
Portanto, no pós operatório o paciente sentirá dor e ardência principalmente no momento da evacuação.
Pequenos sangramentos também podem ocorrer.
Mas não se assustem pois esses sintomas pós operatórios serão bem controlados com remédios fortes para dor pomadas anestésicas e laxativos.
A retirada do plicoma pode ser feita em ambiente hospitalar com sedação ou no próprio consultório com anestesia local.
Também pode ser realizada com bisturi elétrico tradicional ou com o laser que alguns trabalhos tem mostrado uma recuperação um pouco mais curta e menos dolorosa.
O preço da cirurgia vai variar de acordo com o tamanho do procedimento.
O valor cobrado pelo médico geralmente inclui o honorário dele, de um auxiliar e de um instrumentador.
Muitas equipes também possuem anestesistas próprios incluídos no pacote.
Esse valor da equipe médica irá se somar ao valor do hospital dando o valor total do procedimento.
O hospital onde a cirurgia é realizada será definido entre o médico e o paciente.
A retirada do plicoma pode ser feita com um bisturi elétrico que corta e queima a região ao mesmo tempo controlando sangramentos ou com um aparelho de laser que tem como vantagens um corte mais preciso e uma recuperação mais rápida, apesar do preço mais elevado.
Técnicas como ligaduras elásticas, ácidos, crioterapia não são possíveis para os plicomas.
O pós operatório é doloroso, mas o nível de dor é muito relativo para cada paciente.
Sempre deixamos no pós operatório remédios e orientações para alívio da dor, bom funcionamento intestinal e melhor cicatrização.
Essa fase pode ser um pouco difícil, mas vai passar após 1-2 semanas.
A cicatrização completa pode demorar um pouco mais uma vez que a ferida abre e fecha após cada evacuação.
Não existe problema nenhum se você optar por não operar.
Recomendamos apenas que você passe a higienizar a região com água e sabão.
O uso do papel higiênico além de não conseguir retirar toda sujeira pode acabar ferindo a região.
Mas lembre-se que antes de qualquer escolha de tratamento o diagnóstico correto precisa ser feito por um coloproctologista durante uma consulta.
Precisamos descartar algumas doenças como verrugas, furúnculos e até mesmo câncer na região.
Apesar de parecer algo exagerado, muitas pessoas acabam se privando de uma vida sexual por terem vergonha da alteração estética que o plicoma pode gerar.
Converse isso com seu coloproctologista.
Ele conseguirá ajudar a melhorar sua qualidade de vida.
Sim, apesar de desconfortável enquanto a ferida estiver em cicatrização.
É importante que as fezes estejam bem macias para não machucar.
Aumentar o consumo de fibras (frutas, verduras e cereais) e água (35 ml por kg do seu peso) é extremamente importante.
Diminuir o consumo de carne vermelha e carboidratos, principalmente alimentos com farinha de trigo, também favorece o bom funcionamento intestinal.
O banho de assento consiste em sentar em uma bacia com água morna por 10- 15 minutos.
Esse processo gera relaxamento da musculatura anal e estimula circulação do sangue na região.
Isso faz com que haja um melhor alívio da dor e uma melhor cicatrização.
Lembrar que apenas água morna é o suficiente.
Acrescentar outros produtos na água podem gerar irritações locais piorando os sintomas.
O plicoma é um excesso de pele na região anal.
Não existe a obrigatoriedade de retira-lo porém se for uma vontade do paciente o tratamento obrigatoriamente é cirurgico.
Nenhuma outra receita milagrosa irá resolver.
Só não esqueçam que a consulta com o proctologista deve ser feita para confirmar o diagnóstico excluindo doenças mais graves como o câncer.
Sou a Dra. Marcella Sousa – Coloproctologista e atendo em São Paulo, na região da Vila Olímpia.
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Dra. Marcella Sousa CRM-SP 148489
É coloproctologista e cirurgiã pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Possui título de especialista pela associação médica brasileira e pela sociedade brasileira de coloproctologia. Atua em São Paulo desde 2015 auxiliando pacientes da rede privada e do SUS nas diversas áreas da especialidade. Tem como objetivo em seus atendimentos, além da ciência e atualização, proporcionar um ambiente com muita tranquilidade, confiança e empatia durante as consultas.
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Não sinta vergonha ou medo de se consultar com o proctologista, mas como em qualquer outra área da saúde, o profissional nunca vai julgar ou desprezar a doença do paciente.
Já sabe quando procurar um Coloproctologista?
É comum que as pessoas procurem um gastroenterologista ou clínico geral ao se deparar com problemas no intestino, mas o proctologista é o especialista na área. As doenças no intestino, reto ou ânus que são mais frequentemente tratadas por ele são: fissuras anais; hemorroidas e incontinência anal; doença de Crohn; infecções intestinais; câncer no intestino grosso e reto; inflamações como retocolite e diverticulite; diarreias ou constipações crônicas; tumores benignos; síndrome do intestino irritável; doenças sexualmente transmissíveis no reto ou ânus.
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