
Resposta rápida: algumas verrugas anais causadas pelo HPV (condilomas) podem ser tratadas com crioterapia, um congelamento localizado da lesão feito no consultório, sem a necessidade de retirada cirúrgica convencional. A indicação depende do tamanho, da quantidade e da localização das lesões, e só pode ser definida após avaliação com um coloproctologista.

O HPV (papilomavírus humano) é um vírus muito comum, transmitido principalmente pelo contato íntimo. Alguns tipos do vírus podem causar verrugas na pele e nas mucosas da região genital e anal, chamadas de condilomas.
Na região anal, essas lesões podem aparecer ao redor do ânus (região perianal) ou dentro do canal anal. Muitas vezes, a pessoa percebe pequenas elevações na pele, coceira, desconforto ou sangramento discreto. Em outras, as lesões passam despercebidas e só são encontradas no exame.
Ter HPV não é motivo de vergonha. É uma condição comum e tratável, que merece cuidado e acompanhamento.
Não. Existem diferentes formas de tratar as verrugas anais causadas pelo HPV, e a cirurgia convencional é apenas uma delas. As diretrizes internacionais citam, entre as opções feitas pelo médico, a crioterapia, a retirada cirúrgica, a eletrocauterização, o laser e a aplicação de ácido tricloroacético. Também existem medicamentos de uso tópico em situações específicas.
A escolha do método leva em conta:
Por isso, não existe um tratamento único que sirva para todo mundo.
O Dermafreeze® é um sistema portátil de crioterapia que utiliza um agente criogênico (gases fluoretados) para promover o resfriamento intenso e controlado do tecido. Ele é uma alternativa para o tratamento de determinadas lesões benignas da pele e das mucosas, incluindo os condilomas causados pelo HPV.
A crioterapia congela a lesão de forma localizada. Esse congelamento causa danos às células da verruga e alterações na microcirculação do tecido tratado. Com isso, a lesão é destruída e, nos dias seguintes, eliminada pelo próprio organismo.
O procedimento é aplicado diretamente sobre a lesão, preservando ao máximo a pele ao redor. Dependendo do caso, pode ser necessário repetir a aplicação em mais de uma sessão, com intervalos definidos pela médica.
Como todo procedimento, a crioterapia pode causar alguns efeitos na região tratada, como desconforto local, formação de bolhas, alteração na cor da pele ou, mais raramente, cicatriz. A médica orienta sobre os cuidados após a aplicação e acompanha a evolução das lesões.
Também é importante saber que nem toda lesão é indicada para crioterapia. Lesões extensas, numerosas ou localizadas dentro do canal anal podem precisar de outra abordagem, e qualquer lesão com aspecto suspeito deve ser investigada antes do tratamento.
Não. A crioterapia trata as lesões visíveis, mas não elimina o vírus do organismo. Isso vale para todos os tratamentos de verrugas causadas pelo HPV, inclusive a cirurgia.
Por esse motivo, as lesões podem voltar, mesmo após um tratamento bem feito. O acompanhamento com o coloproctologista é fundamental para identificar novas lesões precocemente e tratar no momento certo.
O coloproctologista é o especialista em doenças do intestino, do reto e do ânus. Na consulta, ele avalia a região anal e, quando necessário, examina também o interior do canal anal, já que pessoas com verrugas ao redor do ânus podem ter lesões internas.
Essa avaliação permite:
A consulta é feita com respeito, privacidade e sem julgamento.
A vacina contra o HPV é a principal forma de prevenção. No SUS, ela é oferecida gratuitamente para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos e para grupos específicos, como pessoas imunossuprimidas, usuários de PrEP e outros públicos definidos pelo Ministério da Saúde.
O uso de preservativo também reduz o risco de transmissão, embora não proteja totalmente, já que o vírus pode estar em áreas da pele que o preservativo não cobre.
A sensação varia de pessoa para pessoa. Pode haver ardor ou desconforto durante e após a aplicação. A médica explica o que esperar e como aliviar o desconforto em cada caso.
Depende do número, do tamanho e da resposta das lesões. Algumas pessoas precisam de mais de uma sessão. Se a resposta não for a esperada, o tratamento pode ser trocado por outra técnica.
Sim. O tratamento remove as lesões visíveis, mas o vírus pode continuar no organismo. Por isso, o acompanhamento após o tratamento é importante.
Não. A indicação depende da localização, da extensão e das características das lesões. Algumas situações pedem cirurgia ou outros métodos.
Pode ser indicado. Mulheres com histórico de HPV ou lesões no colo do útero podem se beneficiar de uma avaliação da região anal. Converse com a sua médica sobre o seu caso.
Se você percebeu alguma alteração na região anal ou já tem diagnóstico de HPV, procure um coloproctologista. Nem toda lesão causada pelo HPV precisa de cirurgia convencional, e a avaliação individualizada é o primeiro passo para definir o melhor tratamento.
A Dra. Marcella Sousa atende em consultório na Vila Olímpia, em São Paulo. Agende sua avaliação e conheça as opções de tratamento para o HPV anal.
Dra. Marcella Sousa | Coloproctologista e Cirurgiã Geral | CRM-SP 148489 | RQE 75075
Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta médica. O diagnóstico e a indicação de tratamento dependem de avaliação individual.
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Dra. Marcella Sousa CRM-SP 148489
É coloproctologista e cirurgiã pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Possui título de especialista pela associação médica brasileira e pela sociedade brasileira de coloproctologia. Atua em São Paulo desde 2015 auxiliando pacientes da rede privada e do SUS nas diversas áreas da especialidade. Tem como objetivo em seus atendimentos, além da ciência e atualização, proporcionar um ambiente com muita tranquilidade, confiança e empatia durante as consultas.