O câncer colorretal, popularmente conhecido como câncer de intestino, é um dos tumores mais frequentes no Brasil e no mundo. A boa notícia é que, quando diagnosticado precocemente, apresenta altas taxas de cura e tratamento eficaz.
Com o objetivo de ampliar a prevenção do câncer de intestino, o Ministério da Saúde anunciou, em maio de 2026, a incorporação do Teste Imunoquímico Fecal (FIT) como ferramenta de rastreamento para pessoas assintomáticas entre 50 e 75 anos atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Fiz este vídeo para esclarecer melhor algumas dúvidas. Assista no Instagram.

O FIT (Teste Imunoquímico Fecal) é um exame simples que identifica a presença de sangue oculto nas fezes, ou seja, pequenas quantidades de sangue que não podem ser observadas a olho nu.
Esse sangramento microscópico pode ser um dos primeiros sinais de:
Quando o resultado do FIT é positivo, o paciente deve realizar uma colonoscopia para investigação detalhada da causa do sangramento.
O exame FIT foi desenvolvido para o rastreamento do câncer colorretal em pessoas sem sintomas intestinais e consideradas de risco habitual para a doença.
É importante destacar que o exame não substitui a avaliação médica e não deve ser utilizado para investigar sintomas já existentes.
Se você apresenta algum dos sinais abaixo, procure avaliação com um coloproctologista:
Nesses casos, a colonoscopia pode ser necessária independentemente do resultado do FIT.

Muitas pessoas acreditam que o FIT substitui a colonoscopia, mas isso não é verdade.
O FIT é um exame de rastreamento que ajuda a identificar quais pacientes precisam de uma investigação mais aprofundada.
Já a colonoscopia continua sendo o padrão-ouro para prevenção e diagnóstico do câncer de intestino, pois permite:
Além do diagnóstico precoce, a colonoscopia também atua na prevenção, já que possibilita a retirada de pólipos antes que evoluam para câncer.
Comparado aos métodos antigos de pesquisa de sangue oculto nas fezes, o FIT apresenta diversas vantagens:
✔ Maior sensibilidade para detectar câncer colorretal
✔ Maior especificidade para lesões do intestino grosso
✔ Não exige restrições alimentares prévias
✔ Geralmente necessita apenas de uma amostra de fezes
✔ Fácil realização e ampla aceitação pelos pacientes
Estudos internacionais demonstram que o FIT apresenta sensibilidade entre 85% e 92% para a detecção do câncer colorretal, tornando-se uma das principais estratégias de rastreamento populacional atualmente.
Além da realização dos exames preventivos, algumas medidas ajudam a reduzir o risco de desenvolver câncer colorretal:
A consulta com um coloproctologista é fundamental para avaliar fatores de risco individuais, histórico familiar e definir a melhor estratégia de prevenção.
Pessoas com familiares que tiveram câncer de intestino podem precisar iniciar o rastreamento antes da idade recomendada para a população geral.
A prevenção continua sendo a melhor ferramenta contra o câncer colorretal. Quanto mais cedo a doença for identificada, maiores são as chances de cura.
Agende sua avaliação e converse com seu médico sobre o momento ideal para iniciar seus exames preventivos.
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Dra. Marcella Sousa CRM-SP 148489
É coloproctologista e cirurgiã pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Possui título de especialista pela associação médica brasileira e pela sociedade brasileira de coloproctologia. Atua em São Paulo desde 2015 auxiliando pacientes da rede privada e do SUS nas diversas áreas da especialidade. Tem como objetivo em seus atendimentos, além da ciência e atualização, proporcionar um ambiente com muita tranquilidade, confiança e empatia durante as consultas.