
Campanha de prevenção e combate ao câncer de intestino também chamado de câncer colorretal. Tem como objetivo oferecer informações gerais sobre a doença e suas formas de prevenção, orientando a população para a necessidade de realizar exames preventivos.
A Campanha Setembro Verde foi criada pela Sociedade Brasileira de Coloproctologia e é realizada anualmente.
Ele será sempre tratável e, na maioria dos casos, curável. Isso ocorre principalmente quando detectado precocemente, ou seja, quando ainda não se espalhou para outros órgãos.
Grande parte desses tumores se inicia a partir de pólipos, lesões benignas que podem crescer na parede interna do intestino grosso.
No Brasil, seguindo orientações da Organização Mundial da Saúde indicamos o
rastreamento por meio da colonoscopia a partir dos 50 anos como forma de
prevenção do câncer colorretal.
Através desse exame identificamos os pólipos que são lesões benignas que podem crescer na parede interna do intestino grosso e evoluírem para o câncer.
Uma maneira de prevenir o aparecimento dos tumores seria a detecção e a remoção
desses pólipos antes de se tornarem malignos.
Os alimentos ricos em fibras são: frutas frescas, vegetais e cereais integrais (aveia, farelo de trigo, grãos, etc.). É indicado comer cerca de duas xícaras e meia de frutas e verduras todos os dias.
Pólipo é uma lesão nodular na parede interna do intestino.
Encontrada com frequência em pessoas após os 50 anos de idade, e pode vir a se tornar um câncer em um processo que leva de 5 a 15 anos.
A colonoscopia pode detectar e remover a maior parte dos pólipos do intestino grosso, impedindo a evolução para o câncer.
Os sintomas mais comuns associados ao câncer de intestino são:
Atenção, pois o câncer colorretal pode se desenvolver silenciosamente por um tempo, sem apresentar nenhum sintoma.
O câncer de intestino é uma doença tratável e frequentemente curável.
A cirurgia é o tratamento inicial, retirando a parte do intestino afetada e os gânglios linfáticos (pequenas estruturas que fazem parte do sistema de defesa do corpo) dentro do
abdomen.
Outras etapas do tratamento incluem a radioterapia (uso de radiação), associada ou não à quimioterapia (uso de medicamentos), para diminuir a possibilidade de recidiva (retorno) do tumor.
O tratamento depende principalmente do tamanho, localização e extensão do tumor.
Quando a doença está espalhada, com metástases para o fígado, pulmão ou outros órgãos, as chances de cura ficam reduzidas.
Após o tratamento, é importante realizar o acompanhamento médico para monitoramento de recidivas ou novos tumores.
O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que para cada ano do triênio 2020/2022, sejam diagnosticados no Brasil 40.990 novos casos de câncer colorretal (20.520 em homens e 20.470 em mulheres).
Esses valores correspondem a um risco estimado de 19,63 casos novos a cada 100 mil homens e 19,63 para cada 100 mil mulheres.
É o segundo tipo mais frequente em homens e mulheres.
De uma modo geral, o risco de desenvolver câncer colorretal ao longo da vida é um pouco menor nas mulheres do que nos homens; cerca de 1 em 23 (4,4%) para homens e 1 em 25 (4,1%) para mulheres.
Existe uma série de possíveis razões para isso.
Uma delas é que os pólipos são diagnosticados durante o rastreamento e retirados antes que possam se transformar em uma doença neoplásica.
O rastreamento também possibilita que a doença seja diagnosticada precocemente, quando é mais fácil de ser tratada e curada.
Além disso, o tratamento do câncer colorretal evoluiu bastante nos últimos anos.
– Em homens, Brasil, 2020
Localização Primária | Casos Novos | % |
---|---|---|
Próstata | 65.840 | 29,2 |
Cólon e Reto | 20.540 | 9,1 |
Traqueia, Brônquio e Pulmão | 17.760 | 7,9 |
Estômago | 13.360 | 5,9 |
Cavidade Oral | 11.200 | 5,0 |
Esôfago | 8.690 | 3,9 |
Bexiga | 7.590 | 3,4 |
Laringe | 6.470 | 2,9 |
Leucemias | 5.920 | 2,6 |
Sistema Nervoso Central | 5.870 | 2,6 |
Todas as Neoplasias, exceto pele não melanoma | 225.980 | 100,0 |
Todas as Neoplasias | 309.750 |
|
– Em mulheres, Brasil, 2020
Localização Primária | Casos Novos | % |
---|---|---|
Mama feminina | 66.280 | 29,7 |
Cólon e Reto | 20.470 | 9,2 |
Colo do útero | 16.710 | 7,5 |
Traqueia, Brônquio e Pulmão | 12.440 | 5,6 |
Glândula Tireoide | 11.950 | 5,4 |
Estômago | 7.870 | 3,5 |
Ovário | 6.650 | 3,0 |
Corpo do útero | 6.540 | 2,9 |
Linfoma não-Hodgkin | 5.450 | 2,4 |
Sistema Nervoso Central | 5.230 | 2,3 |
Todas as Neoplasias, exceto pele não melanoma | 223.110 | 100,0 |
Todas as Neoplasias | 316.280 |
|
É importante lembrar que a colonoscopia deve ser feita mais cedo nas pessoas com histórico familiar de câncer de cólon e reto ou quando existem sintomas como mudança de hábito intestinal súbita, dores abdominais, perda de peso, anemia e sangramento.
No Brasil, a colonoscopia é indicada como exame preventivo aos 50 anos para indivíduos sem histórico na familia de câncer ou pólipos do intestino.
No entanto, o guideline americano já tem recomendado o início do rastreio aos 45 anos.
Visite um coloproctologista! Faça seus exames preventivos!
Fonte:
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Dra. Marcella Sousa CRM-SP 148489
É coloproctologista e cirurgiã pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Possui título de especialista pela associação médica brasileira e pela sociedade brasileira de coloproctologia. Atua em São Paulo desde 2015 auxiliando pacientes da rede privada e do SUS nas diversas áreas da especialidade. Tem como objetivo em seus atendimentos, além da ciência e atualização, proporcionar um ambiente com muita tranquilidade, confiança e empatia durante as consultas.
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Já sabe quando procurar um Coloproctologista?
É comum que as pessoas procurem um gastroenterologista ou clínico geral ao se deparar com problemas no intestino, mas o proctologista é o especialista na área. As doenças no intestino, reto ou ânus que são mais frequentemente tratadas por ele são: fissuras anais; hemorroidas e incontinência anal; doença de Crohn; infecções intestinais; câncer no intestino grosso e reto; inflamações como retocolite e diverticulite; diarreias ou constipações crônicas; tumores benignos; síndrome do intestino irritável; doenças sexualmente transmissíveis no reto ou ânus.
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